E-commerce Explicado ( entrevista sobre E-commerce )

Compartilho com vocês algumas perguntas que a jornalista Simone Bertuzzi fez comigo para criar uma notícia para o site Added. A matéria foi editada, mas resolvi publicar aqui também, para compartilhar os conteúdos. Até porque levei 2 horas pra formular as respostas hehehe.

O conteúdo é sobre segurança em comércio-eletrônico e algumas definições bem interessantes destas novas disciplinas.

 
 

1 – Qual é o papel da TI na evolução do comércio eletrônico?

Facilitar e proporcionar a melhora da interação entre os sistemas de e-commerce e o consumidor, diante das atualizações nos modelos de negócio, como o das compras coletivas. Também aumentar a segurança no uso de aplicações web, já que muitos ainda tem receio de perdas de dados.
 

2 – Qual a diferença entre gateway de pagamento e intermediário de pagamento? Que tipos de gateways você indica para pequenas e médias empresas?

Um gateway de pagamento é um sistema que provém uma integração entre provedores de cartões de crédito (Visa, Mastercard…) à lojas virtuais ou sistemas, cabendo ao proprietário da loja efetuar contrato com cada provedor. O valor da transação não passa pelo gateway, o qual facilita e garante a seguridade dos dados transmitidos. Ex.: BPag, Cobre Direto, Gateway Locaweb, IPAGARE, Braspag.
Já um intermediário de pagamento é uma forma de integração com meios de pagamento aonde as transações da loja são feitas ao intermediador, que depois de um período ( geralmente 1-2 semanas ) repassa ao proprietário da loja.
É mais simples de integrar e não exige contrato com cada provedor de cartão, porém as tarifas cobradas são por porcentagem e tipo de transação ( boleto, cartão, transferência bancária ).
 

3 – Como evitar fraudes?

Ter o controle sobre cada transação feita na loja virtual, só enviando a mercadoria somente se tiver certeza de que é um consumidor real. Facilita também, no caso de utilizar um gateway, ter uma integração com empresas que já fazem este serviço como a ClearSale ou FControl.
 

4 – Qual é o erro grave mais óbvio, mas que muitas empresas insistem em cometer com comércio eletrônico?

Infelizmente a idéia de que a loja virtual se “vende sozinha”, bastando cadastrar os produtos, configurar a forma de entrega e pagamento.
Uma loja virtual pode e deve ser considerada como uma nova filial da empresa, com todos os recursos necessários para a manutenção e divulgação.
 

5 – Quando uma loja virtual pode ser considerada totalmente otimizada?

Uma loja em otimização seria aquela que mantém constante atualização, melhora da qualidade dos serviços, divulgação de novos produtos e obtenção de novos clientes.
 

6 – Qual é a melhor maneira, na sua opinião, das lojas virtuais se tornarem presentes nas redes sociais?

Além de contar com o trabalho de profissionais especializados, seria se aproveitar da mídia social como mais um canal de feedback com o cliente e divulgação da confiabilidade da empresa.
 

7 – Quais são suas dicas para os lojistas virtuais convencerem o consumidor a comprar seus produtos?

Deixar bem claro ao consumidor da missão e seriedade da empresa e qualidade dos produtos. Transparência de preços, prazos, tarifas e política da empresa são formas de convencimento.
 

8 – Como é vista a questão da credibilidade e segurança dos dados pelos consumidores?

Dados sobre a certificação e opiniões/reclamações de outros consumidores, fornecidos por empresas como E-bit e Reclame Aqui aumentam e muito a credibilidade. Já a segurança, a nível de tecnologia, pode ser melhorada com a obtenção de certificado seguro ou SSL para a loja, aonde a troca de dados entre loja e consumidor são criptografados. Mas segurança e credibilidade estão ligados diretamente à confiança do consumidor perante a loja.
 

9 – Quais tendências e oportunidades para os empreendedores que queiram vender pela internet?

Algumas tendências que surgiram e que ainda são fortes: Social E-commerce (basicamente amigos em redes sociais indicando a compra de produtos virtuais), Compra coletiva segmentada (compra de um produto ou serviço focado em uma área de produtos, como cosméticos ou eletrônicos).
Já a oportunidade está ligada ao momento certo, investimento correto, nicho de mercado certo, enfim “aquela ideia boa que você sabe que dará certo”.
:)

 

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